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Unifesp desenvolve dispositivo para compressão de cicatrizes
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Unifesp desenvolve dispositivo para compressão de cicatrizes
A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) desenvolveu um dispositivo para a compressão de cicatrizes, intitulado cicatri-press, com o objetivo de atenuar o processo de cicatrização de queloides, por exemplo, comprimindo a lesão para reduzir o seu tamanho e relevo. Atualmente, não existe no mercado um dispositivo único para a compressão de cicatrizes, como é o caso desse protótipo criado.
A invenção do produto foi elaborada por Felipe Isoldi, atualmente professor adjunto do Departamento de Cirurgia, Disciplina de Cirurgia Plástica, da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp) - Campus São Paulo, no âmbito do Programa de Pós-Graduação Ciência, Tecnologia e Gestão Aplicadas à Regeneração Tecidual da universidade. A solicitação de patente foi depositada junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).
A cicatrização é um processo que resulta na formação de um novo tecido para o reparo de feridas. Qualquer interferência nesse processo pode levar à formação de cicatrizes de má qualidade, como é o caso do queloide – crescimento exagerado de tecido fibroso e acúmulo excessivo de colágeno durante a cicatrização – e da cicatriz hipertrófica – lesão avermelhada, espessa e elevada em uma resposta anormal à cicatrização.
“Para realizar a compressão da cicatriz, o paciente é aconselhado a adquirir diversos materiais, separadamente. Mesmo assim, o uso do conjunto de materiais não consegue fornecer um controle da pressão aplicada àquela cicatriz para sua correta adequação e manutenção. Sem falar que é complexa a aplicação de terapia compressiva em locais do corpo de difícil manejo e que a malha compressiva utilizada atualmente gera desconforto, contribuindo para a desistência do tratamento”, explica o docente sobre as vantagens da invenção.
O protótipo do dispositivo é composto por três partes: a primeira é uma placa de silicone de uso médico integrada, que mantém o contato com a cicatriz, sendo responsável pela sua hidratação; a segunda contém o mecanismo compressivo elaborado por impressão em 3D e outro elemento adesivo à pele; e a terceira inclui o sistema compreendido por uma malha elástica que une as demais partes para estabilizar o conjunto e amenizar os incômodos relatados.
“O dispositivo final exerce a função compressiva de maneira plena e constante às cicatrizes, com a finalidade de atenuar seu tamanho e/ou relevo. Ainda é importante ressaltar que ele pode ser aplicado em cicatrizes de diversos tipos, tais como as causadas por queimaduras, queloides ou outro tipo, independentemente da causa e em qualquer parte do corpo, como tronco, membros e face”, revela Isoldi.
Sobre a medida da força da compressão exercida na cicatriz, o pesquisador relata que o produto ainda prevê que seja agregado a ela um dinamômetro, temporariamente, podendo ser retirado após execução da medição pelo(a) próprio(a) paciente. “Essa medida é importante para que não cause prejuízos à pele e ao queloide, uma vez que o excesso de pressão pode gerar isquemia tecidual e promover lesões.”